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Vivemos o antigo

Por: Rafael Ferreira - 27/03/2014
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A legislação define a conservação do patrimônio histórico de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis, quer por seu valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico. Numa sociedade em que dizemos que o homem é uma das raças mais evoluídas do planeta, me surpreendo ao lembrar que precisamos de leis para manter vivas a tradição, o respeito ao próximo, a dignidade do ser humano e o zelo pela vida.
 
Não que isso seja ruim, mas já que a raça humana é evoluída, deveria ser um costume a preservação de tudo o que já foi criado e existe. Nas artes antigas e que seguem o princípio da ancestralidade, além de fazerem o “fluxo antigo” permanecer constante nos ensinamentos, entrega-se a cada geração o dever de se manter viva a tradição.
 
Em uma das aulas em Uberaba, recordei do início de meus estudos na Escola. O Koryu, traduzido literalmente como “fluxo velho”, nos arremete ao cotidiano das Escolas que se esforçam em manter o raciocínio do antigo Bushi.
 
O raciocínio clássico veio com o empirismo das práticas em campos de batalha. Ele deve ser visto como um tesouro histórico, onde o aluno pode encontrar referências “vivas” de como o japonês antigo pensava em situações de risco. 
 
Sem dúvida é necessário despir-se de preconceitos para ir à fundo do que foi repassado por gerações. “Para crescer dentro de um raciocínio lógico e centrado, devemos possuir olhos de ver e coração de sentir. Ou seja, toda arte possui um incomensurável valor que a torna especial, e de nada adianta observarmos pelo nosso prima”.
 
Há algo que também trazemos de casa, mas pouco se lembra quando não há uma analogia para tal. A educação de seus pais quando diziam “obedeça/respeite os mais velhos, eles têm muito o que lhe ensinar”. Pense só, é uma linha de raciocínio que geralmente os pais passam a cada geração. Cabe somente aos filhos compreenderem isto e levarem consigo.
 
“Um dos pontos importantes que devemos salientar no ensino das artes clásicas denominadas Koryu é a conservação de seu pensamento original. A forma com que as técnicas são executadas devem seguir o caminho anterior. Fluir da mesma forma que antes ensinada”. 
 
Referência:
Conversas com Shibu cho Thiago Finotti.
 
AUGUSTO, Jordan. Koryu - O perigo da descaracterização!!!.... [online] Disponível na Internet via WWW. URL: http://www.bugei.com.br/news/index.asp?id=2574
. 21 de novembro de 2007.
 
AUGUSTO, Jordan. Koryu – de fora não podemos compreender!!!.... [online] Disponível na Internet via WWW. URL: http://www.bugei.com.br/news/index.asp?id=2601. 21 de novembro de 2007.
 

 

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