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Sob o Prisma do Tempo

Por: João Paulo Barbosa - 03/03/2014
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Sob o prisma do tempo
 
 
“O que vemos na natureza é o reflexo do que existe no mundo das ideias, ou seja, na alma dos homens.” (Platão)
 
A passagem do tempo desde épocas remotas foi um aspecto peculiar que é observado por diversas civilizações e que, alinhado com a particularidade de cada povo e época, determinava as ações que seriam tomadas por estes povos nas mais diversificadas áreas, como agricultura, astronomia, etc.
 
O passar do tempo era algo que intrigava e ainda intriga as pessoas, e a partir da observação da natureza foi possível verificar que determinados eventos se repetiam em intervalos particulares, desta forma foi possível verificar o melhor momento para o plantio e colheita, pois estes dependiam de épocas de chuvas e temperaturas específicas, para não prejudicar a plantação. Também foi possível determinar as fases da lua e como estas se repetiam e, com o advento da formalização do calendário, disciplinar quando uma época termina, e outra se inicia.
 
No Japão, por exemplo, as épocas ou eras são determinadas de acordo com a ascenção de um novo imperador, e a partir deste evento inicia uma nova contagem, por exemplo Por exemplo: 2008 foi o vigésimo ano da era Heisei.
 
Em um aspecto individual, é possível verificar a subjetividade da passagem de tempo para cada pessoa, relacionando esta com atividades prazerosas ou não.
 
É comum ouvimos que o tempo passa muito mais rápido, quando fazemos algo que nos dá prazer e que da forma contrária, o tempo se arrasta.
 
Desta forma podemos verificar que o tempo pode ser verificado sob diversos prismas e percepções, assim vemos o tempo sendo utilizado em diversas áreas como, por exemplo, na música, o tempo psicológico, o tempo biológico, o tempo astronômico, o tempo quântico entre outros.
 
De acordo com a neurociência o tempo para o cérebro é subjetivo pois o mesmo apresenta uma maneira peculiar de perceber o tempo, de acordo com estudos de pesquisadores como o neurocientista David Eagleman, do Baylor College of Medicine, em Houston, no Texas, o cérebro apaga determinadas informações que ele desconsidera como importante, por isso, as vezes quando estamos em uma atividade em que recebemos muita informação nova, parece que o tempo passa de forma mais lenta, pois o cérebro utiliza mais capacidade de processamento e regiões diferentes para conseguir codificar toda a informação percebida. No outro estremo, quando fazemos atividades rotineiras e que demandam menor processamento, o cérebro desconsidera muitas informações repetitivas, fazendo com que a percepção varie para cada pessoa.
 
Na terminologia musical, tempo é o nome dado à pulsação básica subjacente de uma composição musical qualquer. Cada “clique” do metrônomo corresponde a um tempo. Os tempos se agrupam em valores iguais e fixam-se dentro de divisões das pautas musicais conhecidas como compassos. Os tempos, em música, estão diretamente relacionados com a pulsação da música, e não ao som em si; por esse motivo, uma pausa temporal numa partitura também possui a sensação e o valor de duração de tempo e, por isso, é considerada um tempo, ou parte da unidade do tempo.
 
Em termos quânticos, o tempo é verificado no estudo de partículas e eventos de propriedades infinesimais e de que formas estas se comportam sob determinadas condições. A partir destas observações, alguns pesquisadores acreditam que exista um número infinito de realidades paralelas, todas existindo simultaneamente e que desta forma coexistimos simultaneamente nestas realidades e que nossas escolhas e aprendizados interferem nos nossos outros "eus" espalhados nas outras realidades e vice-versa. De acordo com a Teoria das Cordas, existiriam cerca de 11 dimensões diferentes, e os universos seriam como bolhas que existem paralelamente. A ideia é que o nosso mundo está preso na superfície de uma bolha, que cresce sem parar – assim como as outras.
 
Desta forma podemos verificar que o tempo pode ser verificado como algo não estático, mas que pode ser verificado em diversas óticas, diferentes momentos com diferentes formas de percepção, tendo a sua interpretação atribuída a uma forma de interpretação do mesmo em relação a algum evento.
 
 
Referências:
Textos do Shidoushi Jordan
Conversas com Shidoushi Thiago
Conversas com Shidoushi Juliana
Wikipedia – Eras no Japão. (pt.wikipedia.org/wiki/Eras_do_Japão)
Wikipedia – Tempo (música). (http://pt.wikipedia.org/wiki/Tempo_%28m%C3%BAsica%29)
Uol Educação - Tempo e calendário. (http://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/fundamental/historia-geral-tempo-e-calendario.htm)
Revista Galileu - Você pode usar seu cérebro para manipular o tempo. (http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI339731-17770,00-VOCE+PODE+USAR+SEU+CEREBRO+PARA+MANIPULAR+O+TEMPO.html)
Tecmundo –  Michio Kaku: por que ele é considerado o maior físico teórico do mundo (http://www.tecmundo.com.br/fisica/29229-michio-kaku-por-que-ele-e-considerado-o-maior-fisico-teorico-do-mundo.htm)
 
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