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ARTIGOS

O Caminho

Por: João Paulo Barbosa - 19/03/2014
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“A arte é um dos meios que une os homens.” (Leon Tolstoi)

 

Há certos momentos na vida das pessoas nos quais a quantidade de tarefas e informações que necessitamos processar e responder acaba por deixar adormecida a precisão de nossos sentidos para que possamos, observar,  identificar e correlacionar-se com os ambientes nos quais estamos envolvidos.

 

A pressa em antecipar um processo que deva ocorrer naturalmente em nossa história acaba por queimar determinadas etapas importantes da formação de um aluno dentro de uma escola tradicional. Um aluno mais novo que deseja aprender algo novo, sem antes verificar todas as bases que dão sustentação aquela arte ou pensamento, certamente pode incorrer em mazelas que o impedirão de prosseguir adequadamente, dentro de sua linha de pensamento.

 

Podemos fazer uma correlação com um artista, que na pressa em realizar um trabalho ou fazer uma composição, vê em tudo o que produz algo não desejável e sem sentido, o que acaba por deixar este de certa forma com sentimentos negativos que não condizem com o ofício que este realiza, podendo gerar uma energia ruim tão grande, que pode acabar por deixar este desgostoso daquilo que este faz.

 

Sentimentos com pressa, ansiedade, imediatismo, querer que tudo ocorra conforme este pensa dentro de seu mundo, podem se tornar obstáculos importantes no processo de aprendizado, na medida em que este deixa de vivenciar momentos e experiências valiosas dentro do processo de aprendizado nos moldes dos estudos Sempai-Kohai e Mestre-aluno, onde uma relação saudável entre as partes pode florescer, desde que construído de maneira correta dentro dos momentos e horas adequadas.

 

Nestes momentos, retomar a humildade sobre aquilo que se está fazendo ou propondo a fazer , esquecer-se de sim mesmo, refletir sobre a forma como se estar agindo, buscar aconselhamento com os mais velhos e com seu professor são ferramentas que podem ser usadas de maneira racional em uma forma de enxergar o que esta ocorrendo de foram lúcida, ou seja colocando luz sob aquilo que não está totalmente esclarecido.

 

É importante lembrar que cada um possui a sua própria história, e a boa convivência depende de como este se comporta diante dos atos que realiza.

 

Referências

Textos do Shidoushi Jordan

Conversas com Shidoushi Thiago

Conversas com Shidoushi Juliana

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