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Alcançando a divindade

Por: João Paulo Barbosa - 22/03/2014
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“Não há nada de tão belo como aproximarmo-nos da Divindade e espalhar os seus raios pela raça humana.” (Ludwig Beethoven)

 

Diversas parábolas, histórias, teorias e doutrinas foram e ainda são apresentadas para tentar esclarecer o indivíduo e nortear o caminho deste em direção à lucidez, à iluminação. Entender o fluxo da vida e do tempo e como fluir adequadamente por estes, são questões que acompanham a história da humanidade desde o seu princípio.

 

Com a intenção de se religar à origem, buscando a aproximação do indivíduo à sua divindade, o seu status iluminado, são realizados esforços de observação do interior de cada um e o mundo exterior em que este está inserido, para que diante desta percepção, o mesmo possa compreender a sua existência.

 

O filósofo Aristóteles, em seus tratados sobre ética procurava demonstrar que, o que supostamente esta levaria o homem à felicidade e prática constante da ética levaria o indivíduo a um estado superior, ainda que este, por ser prerrogativa dos Deuses, pudesse ser inatingível pelo ser humano e este deveria praticar sempre ações virtuosas para escapar da mortalidade e alcançar a imortalidade.

 

Para Aristóteles, o bem é a finalidade de toda a ação, sendo a busca deste o que diferiria a ação humana, da ação dos outros animais. Segundo Vasconcelos, no texto “Apontamentos sobre a Ética a Nicômaco, de Aristóteles”, afirma que o filósofo propõe que a vida contemplativa (intelectual) traria uma felicidade maior e mais constante ao ser humano, quando comparada à vida política (procura da honra) e da vida baseada em prazeres sensoriais

 

Desta forma, seria necessário o desenvolvimento, segundo a razão, que é uma atividade da alma, em consonância com as virtudes intelectuais e morais, e ter uma vida plena chegando assim à contemplação.

 

Cada indivíduo, em sua história pessoal, saberá ponderar acerca das ações e atividades que o alçam ao alcance da divindade, fazendo com que em seu íntimo, este possa resgatar a fonte de seu conhecimento, tendo para si as respostas para os questionamentos a que se propõe.

 

“— É pecado sonhar?

— Não, Capitu. Nunca foi.

— Então por que essa divindade nos dá golpes tão fortes de realidade e parte nossos sonhos?

— Divindade não destrói sonhos, Capitu. Somos nós que ficamos esperando, ao invés de fazer acontecer.”

(Machado de Assis)

 

Referências

Texto de Shidoushi Jordan Augusto

Conversas com Shidoushi Thiago

Conversas com Shidoushi Juliana

Wikipedia – Aristóteles. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Arist%C3%B3teles)

Vasconcelos, V. V. Apontamentos sobre a Ética a Nicômaco, de Aristóteles. Universidade Federal de Minas Gerais, 2002.

 

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